domingo, 8 de janeiro de 2012

educadores - parte V - A TELEVISÃO (LOST)


É tempo de férias. Não quero incomodar os professores com pedidos de material para meu blog. Prefiro usar esse período para mostrar que mesmo nas férias as crianças e os jovens podem aprender a gostar de ler e de escrever. Pois se trata de um tempo em que grande parte dos alunos acabam ficando em casa... e passam boa parte do dia diante da televisão.
Eu sei que os críticos já estão armados até os dentes contra qualquer defesa desta que é a mais odiosa e maldita instituição cultural do ocidente... este aparelho manipulador dos sentidos... ela... a tirânica Televisão.
Mas como eu mesma sou sua vítima (pois dediquei-lhe boa parte da minha infância e boas noites da minha adolescência), acredito que tenho o direito de julgá-la e até colaborar na sua estratégica manipulação cerebral, com frieza de neurocirurgiã.
Começo explicando que homenageio a Televisão porque foi ela que me iniciou na Literatura. Não, não houve nenhum programa educacional que me influenciasse nesse sentido, intencionalmente. Não... Na verdade a TV me direcionou à escrita, sem que houvesse qualquer plano ou estratégia para isso; foi quase acidentalmente. (ninguém é perfeito).
Ocorreu que eu, desde a infância até o fim da adolescência, gostava de assistir aos filmes de quinta categoria que a televisão apresentava. E de tanto assistir, descobri que gostaria de criar aqueles filmes. Foi assim que comecei a escrever: criando "roteiros" para meus filmes imaginários.
Meus primeiros textos eram portanto de natureza televisiva. Por isso guardo essa dívida com a endemoninhada!
Mas vamos ao objeto desse propósito: refleti sobre o que há de atual, na Televisão, que possa servir de exemplo para o estímulo à leitura. Bom, a primeira lembrança que me veio não é tão atual. O seriado americano, mundialmente famoso, LOST, já se encerrou (diga-se de passagem, com muita decepção para sua multidão de fãs). Mas talvez este seja um dos poucos momentos televisivos em que os fãs tiveram contato com uma bibliografia que tem na sua lista até Dostoiévski.
É engraçado que quando assisti LOST, desde a primeira temporada até o fim, enquanto via as muitas referências literárias, imaginava que elas pudessem ter algo a ver com o clima de mistério que cobria toda a história... a história dos sobreviventes de um acidente aéreo caídos numa ilha pra lá de esquisita.
Por fim cheguei à conclusão que as obras citadas não ofereciam nada (talvez) que pudesse servir de pista para desvendar os mistérios da história. Porém, foi muito legal ver toda aquela vitrine de livros e autores perambulando num espaço televisivo dedicado à massa. E é importante lembrar que LOST foi um fenômeno de sucesso nos países em que foi exibido.

4 comentários:

  1. Gostei das considerações sobre TV... esse veículo
    de comunicação poderia ser realmente mais direcionado à descoberta de talentos, como o foi para você. Só que, veja bem, lá se foi LOST e assim vai desaparecendo o que é bom. Porque ver TV.é bom demais!! Espero que House continue por muito tempo.beijo

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  2. Uau!... que bom!... Uma aprovação da minha postagem... Isso mostra que não estou tão fora de órbita assim, né?...
    Obrigada, Suzete, pelas palavras...

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  3. Fui fã de Lost, e me atiça a curiosidade quando vejo em algum filme a menção à obra literária. Tenho vários livros que chegaram à minha lista de desejos por este caminho. Mas, como tudo, a tv pode ser usada para o bem e para o mal, e há de tudo nesta grande e universal vitrine. Falta é capacidade de discernimento da audiência e isto sim é fatal.Acabei de receber este texto que talvez complemente ou dialogue com o seu http://noticias.r7.com/blogs/querido-leitor/2012/01/06/e-ai-voce-tira-ferias-e-descobre-que/
    Beijos

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  4. Eliane, li o texto do site. Gostei. Diz tudo e de maneira simples.

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